26-set-2019

Concurso de Redação

“A contagem foi lenta.  Um segundo a mais e seu coração sairia pela boca, porém o momento tinha que chegar.  Um impulso o lançou para o espaço.  Tudo tremia, mas, de repente, veio a calmaria.  O sonho com que dormia quando criança se transformou em realidade.  Uma imensa esfera branca e brilhante se refletia em seus olhos.

Ansioso, o astronauta abriu rapidamente a escotilha, desceu as escadas e delicadamente encostou seu pé na areia fina da superfície lunar.  Seu companheiro desceu logo em seguida.  O silêncio do espaço era perturbador, mas isso pouco o incomodava.  Ele tirou fotos e coletou amostras do solo, e o tempo passou em um piscar de olhos.”

Sofia Matsuora – 6º F

“Eis que iria começar um dia especial.  Marcos, Jefferson e outros amigos estavam todos ansiosos. Seus olhos estavam fixados no objeto em que entrariam.  Aquele seria o dia com que a humanidade sonhara ao ver nosso satélite de perto.

         A preparação foi intensa.  Marcos e Jefferson estavam dispostos a correr o risco de perderem suas vidas para descobrir algo.

         Os dois astronautas supercorajosos entraram no foguete.  “10,9,8,7…”  era a contagem regressiva.

         Saíram! Dentro de uma espaçonave megapotente, subiram e subiram… e, ao deixarem a atmosfera, perceberam como nosso planeta é lindo!  Estava tudo indo da forma planejada, até que a nave começou a fazer um barulho estranho, ruídos e tremores, os aventureiros pensaram que seu fim estava perto;  porém eles não estavam sozinhos.  Aqui na Terra uma equipe inteira estava empenhada em corrigir a falha; mas antes de corrigi-la, ela deveria ser descoberta.”

Murilo Ferreira Rubens – 6º A

“Três, dois, um, decolar! O foguete acabara de ser lançado, a missão Apollo 11 já havia saído da superfície terrestre. Era algo perigoso. Antes daquela missão, nenhuma fora concluída com sucesso, mas eu e meus colegas estávamos preparados, seríamos os primeiros seres humanos a pisar em superfície lunar e, o mais importante, pisaríamos antes da União Soviética.”

Sophia Geraldi Rodrigues – 7º ano B

“Estava indo tudo bem, até que de repente surgiu um ser de coloração preta, com membros extremamente longos. Não falava a nossa língua. Ele amarrou nossas mãos com um grosso fio de látex e nos arremessou em algo que aparentava ser um buraco de minhoca. Fomos parar em um lugar quente e de solo seco, onde havia outros seres daquela espécie.”

Larissa da Mata Savioli – 7º ano B

“Fiz como prometido, não contei a ninguém, inventei uma história qualquer para me livrar de perguntas, porém, eu precisava deixar tal evento registrado e é por isso que escrevi esse diário. Hoje olho para a Lua, na esperança de que um dia a Terra possa conhecer minha experiência.”

Maria Eduarda Peccini Hegedues – 7º ano F

“Novamente o escriba da atualidade estava relendo seus artigos fracassados, que assim como os sonhos de um poeta rejeitado estavam perdendo o brilho de sua estrela imaginária. A única luz que iluminava o quarto do jornalista era a Lua cheia que entrava por aquelas janelas velhas, que berravam por todas as entranhas quando o vento soprava.”

Giovanna Bottini – 8º B

 “A partir daquela coletânea, percebi que a ida à Lua não foi apenas um ato para ver as estrelas de perto, de sair da Terra, de acreditar que as estrelas brilham e não são apenas magia, mas um ato que influenciou a sociedade a ser o que é hoje.”

Giulia Emy Terada – 8º C

“[…] Quando fui pesquisar sobre o assunto, me deparei com diversos artigos que discutiam a origem de tudo. Falavam sobre como a missão que levou o homem à Lua foi fruto de uma corrida espacial durante o período da Guerra Fria, e como os Estados Unidos teriam saído vitoriosos do conflito.

Isso me fez pensar: teriam eles saído vitoriosos? É claro que foi um grande passo para a humanidade e para o homem, mas a que custo? Valeu a pena colocar em risco o bem-estar da população apenas por uma demonstração de poder? […]”

Carmem Araújo Quintas – 9ºA

“[…] O fato de o homem pisar na Lua evoluiu muito a tecnologia, de forma que o celular que está em seu bolso foi (e é) diretamente influenciado pelas tecnologias desenvolvidas para o pouso lunar.

O fato de o homem pisar na Lua explica a possibilidade de qualquer um poder apertar um botão em um controle e acelerar seu carro do Enduro.

Onde você estaria agora se o homem não tivesse chegado à Lua, se Kennedy tivesse quebrado sua promessa e os EUA tivessem ficado cabisbaixos e a URSS tivesse vencido a Guerra Fria? […]”

Nicolas Queiroz Bertozzo – 9°A

“[…] O impossível perdeu seu título quando Neil Armstrong caminhou sobre a Lua e em seu solo fincou uma bandeira. Bandeira essa da tecnologia, do poder, da soberania, da vitória. Bandeira essa do dinheiro, da ganância, da contradição. Bandeira essa mais influente, mais valiosa que uma população sem lar que encontra em um astro tão distante a fuga momentânea de uma vida -se é que podemos chamá-la assim – na qual ainda não aterrissou o foguete do avanço. […]”

Mayumi Fernandes – 9º B

“[…] Brincadeiras à parte, chegou o momento em que deixo com Vossas Senhorias minha breve reflexão e o que me causa mais incômodo que uma pedra no sapato e me tira mais o sono que o brilho do luar em meu rosto na hora de dormir. O homem, com toda sua sabedoria e tecnologia, preferiu visitar um satélite ao invé de cuidar de seu próprio planeta, por conta de uma tola rivalidade entre URSS e EUA.

Francamente, meus caros, se um homem não consegue diferenciar esquerda de direita, como poderá ‘colonizar’ Terra e Lua? […]”

Larissa da Silva Lamas – 9ºA