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Ciências Humanas e Sociais Aplicadas

História da Arte no Brasil e no Mundo

Multisseriado / carga horária: 1 aula semanal

Movimentos, tempos e diálogos entre arte/arquitetura e história

“Um acontecimento inqualificável.”

Assim começa um post de 2012 sobre uma “restauração” desastrosa feita por uma senhora, Cecilia Martínez, de uma obra intitulada “Ecce Homo’, de Elías García, na cidade de Borja, Espanha. O espanto não foi por menos: a pintura foi completamente modificada e acabou viralizando no mesmo ano. O quadro não era assim tão famoso. García o pintou no início do século XX, sendo que a obra já era uma releitura de um estilo comum entre os séculos XV ao XVII que retratava Jesus Cristo, apontado por Pôncio Pilatos, “eis o homem” em Latim. Mas qual a relação desse evento com a proposta de um curso de História da Arte?

Pois bem, esse episódio é mais um, entre milhares, que nos leva refletir sobre o que é arte, ou ainda mais, onde há arte? A ideia do curso não é sobre hierarquizar artistas e movimentos, fazer uma “escala” do que é bom ou o que é ruim, mas entender como certas produções artísticas, estéticas dialogam e nos falam” sobre um tempo e suas sociedades.

É fato que, no geral, ainda achamos que determinados estilos são melhores ou que alguns artistas, principalmente europeus, são os “maiores”. Se perguntarmos para qualquer pessoa o que é arte podemos ter múltiplas e diferentes respostas, mas com certeza alguém dirá que ouviram falar em Michelangelo, Da Vinci ou Picasso. Sim, esses artistas foram importantes, mas por que ainda são as principais referências?

A proposta do curso centra-se em um diálogo entre os movimentos artísticos e a história, com ênfase nas artes plásticas e arquitetura. Durante os primeiros bimestres, a proposta é percorrer movimentos de acordo com uma temporalidade “tradicional” da história. Porém, ao discorrer sobre arte medieval, renascimento, classicismo, o barroco e barroco brasileiro, rococó ou mesmo as chamadas vanguardas, o curso trará sempre uma visão crítica e como aponta Raymond Williams, importante intelectual inglês, uma crítica eminentemente histórica. O último bimestre, entretanto, será marcado por discussões sobre colonialidade/deconialidade e suas conexões com o mundo das artes e arquitetura.

E ao final: vamos conhecer quem é Cecília Martinez e quem foi Elias García e a cidade de Borja.

Conteúdo Programático

  • O que é arte? Debates iniciais e primeiras impressões;
  • Cultura e poder: quem decide e quem domina o “mercado de arte”, cultura e indústria cultural (conceitos);
  • “Uma viagem história e arte, movimentos e “escolas” de arte/arquitetura: Rupestre, arte no Antigo Egito e Mesopotâmia, arte “clássica” greco-romana, Românica, Bizantina, Gótica, Renascimento Cultural, Maneirismo, Barroco, Barroco no Brasil, Rococó, Neoclássico, Movimentos e “vanguardas” europeias (Impressionismo, Expressionismo, Dadaísmo, Futurismo, Cubismo, Surrealismo); Arte “degenerada” (a arte e arquitetura como vetos de projetos totalitários de poder);
  • Arte e arquitetura decolonial: conceito de decolonialidade, movimentos e expressões jovens, negras, indígenas e anticoloniais;
  • Cinema e arte: análise e produção.